Cuidados Integrativos

Pilares Pedagógicos de Cuidados Integrativos

São 3 (três) os pilares pedagógicos que sustentam a epistemologia dos Cuidados Integrativos®:

  • O AUTOCONHECIMENTO (sujeito com ele mesmo) – inclui-se processos facilitadores para: a corporeidade coerente (a maneira saudável pela qual percebe, reconhece e utiliza o corpo na relação consigo mesmo e como instrumento relacional com o mundo), a consciência ampliada (o desvelar operacional de modo estruturado dos conteúdos inconscientes pessoal, coletivo e, das possíveis experiências do numinoso), e o religare genuíno (reconhecer como verdade absolutaa presença do sagrado na vida, o caminho pessoal de transcendência e ou imanência, a conexão supramental, que pode ou não utilizar como instrumento a filosofia, a religiosidade, ou a contemplação) (Fontes SV, 2014);
  • A ALTERIDADE (sujeito com o outro) – estimula-se o exercício de práticas interrelacionais comportamentais includentes e coerentes que visem aceitação às diferenças interpessoais, interespécimes, interobjetais, interambientais e intertemporais, sejam nos âmbitos transsocioeconômico, transcultural e ou transreligioso/filosófico (Fontes SV, 2014);
  • A TRANSDISCIPLINARIDADE (sujeito com o todo) – implementa-se a utilização de 3 atitudes fundamentais para a prática, o ensino e a pesquisa: o  rigor (semelhante ao rigor científico, mas que inclui - ao “corpus de conhecimento científico” o conhecimento vivo (a experiência vivenciada) - é considerado mais aprofundado por considerar não só as coisas, mas os seres, e a relação entre as coisas e os seres; a abertura (é o saber lidar com o desconhecido, inesperado, imprevisível ; a tolerância (é a constatação - sem resistência - da existência de ideias opostas aos princípios utilizados, que são úteis no reconhecimento do todo). Pode-se inferir, então que atitude transdisciplinar consiste na capacidade individual (garante uma afetividade crescente que assegura a ligação entre nós e nós mesmos) ou social (garante uma efetividade crescente de ação no mundo e na coletividade) para manter uma orientação constante e focada, em qualquer que seja a complexidade de uma situação e dos “acasos” da vida. Assim, a harmonização entre o espaço exterior da efetividade e o espaço interior da afetividade promove o acordo entre o Sujeito e o Objeto Transdisciplinares (Fontes SV, 2014).